sábado, 19 de setembro de 2015

E Asafe quase caiu


"Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória" Salmos 73:1-28

            Asafe era diretor de música nos dias de Davi e Salomão. Crente no Senhor, compôs 12 hinos que passaram a fazer parte dos Salmos. Da sua experiência com o Senhor, podia dizer "com efeito, Deus é bom" (v.1). Porém, durante uma fase de sua caminhada com o Senhor, enfrentou uma crise espiritual muito grande, a ponto de declarar "quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos" (v.2). Como Asafe, você pode estar vivendo momentos de dúvidas e quem sabe até tenha pensado em se afastar dos caminhos do Senhor. Vendo o que levou esse levita à beira do precipício e como ele saiu de sua crise espiritual, você descobrirá que mesmo em meio a lutas, vale a pena servir ao Senhor.
            Comecemos com os motivos que quase levaram Asafe à descrença.

I. ASAFE OLHOU PARA O HOMEM

            O erro de Asafe foi deixar de olhar para o Senhor para analisar o que acontecia com as pessoas à sua volta. Ao fixar os olhos na experiência dos homens, tirou conclusões que o levaram para muito perto da apostasia.

1. Asafe invejou os descrentes, (v.3-12)

            O próprio Asafe confessa que "invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos" (v.3). O que ele viu nos seus dias é a mesma coisa que você vê ao reparar no estilo de vida dos descrentes de hoje. Os descrentes viviam sem preocupações com doenças, "o seu corpo é sadio e nédio" (v.4). Além disso, "não são afligidos" (v.5). A conseqüência dessa vida despreocupada é "a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto" (v.6). Chegam a blasfemar, "contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra" (v.9). Asafe também notou que os descrentes geralmente são pessoas populares. Quanto mais ímpios forem, mais "o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos" (v.10). Ao invés de serem castigados, os descrentes, estão "sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas" (v.12). Isso deixava Asafe arrasado.
            Mas então, ele volta sua atenção para os crentes. E o que ele percebeu, não o fez sentir-se melhor.

2. Asafe lamentou a sorte dos crentes (v.13-14)

            Olhando para si mesmo, ele concluiu tristemente que "inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência" (v.13). A sua avaliação era de que a santidade não compensava, pois apesar de manter-se fiel "de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado" (v.14). Talvez você tenha chegado à mesma conclusão de Asafe, de que enquanto os descrentes prosperam no mundo, os crentes vivem uma vida de aflição. Quem sabe você concorda que quanto mais se consagra, mais dificuldades enfrenta.

            Antes de prosseguir, gostaria de dizer que você e Asafe não estão sozinhos. Cada um em seu tempo, tanto Jó, Davi, Isaías, Jeremias, Habacuque, Paulo como muitos outros observaram que poucos ricos serviam a Deus e no entanto pareciam prosperar cada vez mais. Enquanto que os crentes eram, nas palavras de Paulo, a "escória do mundo". Cada uma dessas pessoas reagiram a seu modo diante disso. A reação de Asafe quase o levou para longe da fé. E a sua? Qual a sua reação diante da prosperidade dos descrentes e do seu sofrimento?

II. ASAFE TORNOU-SE AMARGURADO

            A reação de Asafe, como dissemos, quase o levou para fora do arraial da fé. Ele se tornou um crente amargurado com o que via à sua volta e dentro de si.

1. Não conseguia compreender, (v.16)

            Primeiro, ele não conseguia compreender como as pessoas descrentes viviam melhores que os crentes. Nas suas palavras, "em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim"(v.16). Quanto mais pensava sobre o assunto, mais angustiado ficava. Como poderia um Deus justo deixar impune o perverso e diariamente submeter os crentes a uma disciplina rígida? Isso não entrava na cabeça de Asafe.

2. Não conseguia falar (v.15)

            Como um líder na congregação, Asafe não podia compartilhar suas dúvidas com seus companheiros, pois poderia semear a dúvida em seus corações. Aquilo que esmagava o seu coração não podia ser divido com outros, que poderiam desviar-se. Asafe até pensava em se abrir com alguém, mas então pensava que isso seria trair a fé de seus irmãos. Dizia ele, "se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos" (v.15). É bom destacar que a atitude de Asafe foi louvável, pois visava poupar a fé de irmãos mais fracos. Porém, ao se calar, foi cada vez mais consumido pela dúvida.

3. Não conseguia aceitar (v.21-22)

            Asafe não conseguia aceitar em seu coração essa situação. A amargura invadiu a sua alma. Mais tarde ele descreveria a sua situação nas seguintes palavras "quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença" (v.21-22). Você já veio alguma vez ao culto e de tão angustiado não conseguiu sentir a presença de Deus? Ao invés de prestar atenção ao que era ministrado, ficava remoendo sua situação? Então você entende como Asafe se sentia. Ele estava se tornando insensível às coisas de Deus.

          Mas então aconteceu algo que o tirou da situação em que se encontrava. Preste atenção, pois é isso que precisa acontecer com você, para que todas as dúvidas se dissipem e você possa se regozijar na presença de Deus.

III. ASAFE ENTROU NA PRESENÇA DE DEUS

            Até quando durou a crise espiritual de Asafe? Ele nos responde: "até que entrei no santuário de Deus" (v.17). Como ministro do louvor, é certo que ele estava sempre no templo. Porém, dessa vez, ele realmente se colocou diante de Deus. Ao invés de ficar olhando para o estilo de vida dos ímpios, olhou para o Senhor. Ao invés de 
procurar uma explicação racional para seu sofrimento dentro de si, voltou sua atenção para o seu Deus, e então as coisas se desanuviaram. Não é comparando a vida do descrente com a vida do crente que você encontrará as explicações que procura, mas colocando-se aos pés do Senhor, para aprender de Suas palavras.

1. Compreendeu o fim dos descrentes, (v.17-20; 27)

            Após 
entrar no santuário, Asafe disse "atinei com o fim deles" (.v17), referindo-se aos descrentes. Até então, Asafe tinha reparado apenas na situação presente dos ímpios, mas agora o Senhor lhe mostrava o fim deles. Aparentemente seguros, na verdade os ímpios viviam sob um perigo mortal, pois "Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição" (v.18). Deus não os deixará impunes em sua iniquidade, mas "ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!" (v.19). Embora a sua prosperidade pareça nunca acabar "como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles" (v.20). Deus não esqueceu nem relevou a maldade dos ímpios, mas os está reservando para o dia do juízo, quando então terão a retribuição de sua maldade. Asafe comprendeu então que a longanimidade do Senhor não deve ser confundida com injustiça, pois "os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo" (v.27)

2. Descobriu a segurança dos crentes, (v.23-26; 28)

            Porém, a maior descoberta de Asafe não foi saber como os ímpios acabam, mas como os justos permanecem para sempre. Ele lembrou-se de algo que só o crente pode dizer: "todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita" (v.23). Em meio ao sofrimento, o crente não está sozinho nem desamparado. Na estrada íngrime da fé, só o crente pode dizer "Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória" (.24). Ao pensar nessas verdades, Asafe só podia exclamar "quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra" (v.25). Ah! meu irmão, Deus te basta! O Senhor te é suficiente! Se você tem Deus no céu e se deleita dele na terra, então nem a maior prosperidade dos ímpios nem o maior sofrimento irá te tirar a alegria da salvação! O segredo que Asafe descobriu é que "ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre" (v.26).

            O que é melhor, possuir todas as riquezas do mundo ou viver na presença de Deus? Depois de encontrar-se com Deus no santuário, Asafe não teve mais dúvidas: "quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos" (v.28). Você trocaria uma vida na presença de Deus e uma eternidade na glória por prosperidade material na terra e uma eternidade no inferno? Tenho certeza que não, logo, não há motivo para você duvidar da bondade de Deus e menos ainda para invejar a sorte dos que seguem a maldade.

CONCLUSÃO



          Agora eu preciso falar de uma coisa muito séria. O que Asafe fez foi muito grave, pois quase o mergulhou na descrença. Mas foi ainda mais grave porque colocou em dúvida a bondade e a justiça de Deus. Se você, como ele, pensava que Deus agia de forma errada ao permitir que os ímpios prosperassem enquanto os crentes eram afligidos, também pecou contra o Pai. Por isso, precisa pedir perdão ao Senhor. Faça isso agora. E na mesma oração, confesse a Deus que Ele é teu socorro no céu e alegria na terra, e que tendo Ele em sua vida, nada lhe fará falta. Oremos a Deus.
                                                                                                  (Soli Deo Gloria)
A paz do Senhor Jesus a todos!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fazendo a diferença no meio de uma geração corrompida


A paz do Senhor Jesus a todos!

Texto Bíblico: homens de que o mundo não era digno!” Hebreus 11:38

Fomos chamados para sermos diferentes em nossa geração!

1 – HOMENS QUE FIZERAM A DIFERENÇA EM SUA GERAÇÃO:

1.1- ENOQUE, fazia a diferença em sua geração, porque andava com Deus (Gn.5.22-24). Enoque simboliza a Igreja que anda com Deus, e será arrebatada ao encontro do Senhor;

1.2- JOSÉ, fazia a diferença em qualquer ambiente que vivia, porque era um homem sábio e ajuizado, que tinha o Espírito de Deus, e o Senhor era com ele (Gn.39.1-23 e Gn.41.38-39);

1.3- SAMUEL, fazia a diferença no meio de sua geração, porque era um homem honesto, e ninguém tinha do que lhe acusar – 1 Sm.12.1-5;  
  
1.4- JÓ, era um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal, e fez a diferença no meio de sua geração (Jó.1.1 e 42.7-10);

1.5- DANIEL, fez a diferença no meio da geração corrompida da Babilônia, porque tinha no seu coração o propósito bem definido de servir somente ao seu Deus ( Dn.1.8 e 6.1-5). Algum tempo depois, o próprio Deus testemunhou da diferença que estes três homens: Noé, Daniel e Jó, fazia em meio a geração que viveram (Ez.14.14);

Gostaria agora de dar atenção a duas pessoas pelas quais as considero extraordinárias no que diz respeito ao tema hora abordado: ELIAS e PAULO.

1.6- ELIAS, fez a diferença em sua geração. Leonard Ravenhill em seu livro chamado POR QUE TARDA O PLENO AVIVAMENTO, ao falar sobre Elias diz que: 
a terra estava coberta de trevas, e o povo envolto em escuridão espiritual. E o pecado campeava. A nação se mostrava cada dia mais impura com a proliferação de templos pagãos e ritos idólatras; a toda hora subia ao céu a fumaça dos milhares de altares ímpios. E tudo isso acontecia no meio de um povo que se dizia descendência de Abraão, de uma gente cujos ancestrais haviam clamado a Deus nas horas de aflição, e dessa forma foi liberto das suas tribulações. Como estava distante o Deus da glória! O sal perdera seu sabor! O ouro perdera o polimento! E em meio a toda essa imensa apostasia, Deus levantou um homem; não uma comissão, nem uma nova denominação, nem um anjo, mas um homem, com sentimentos semelhantes aos nossos. Deus procurou entre eles um homem, não para pregar, mas para se colocar na brecha. E, como Abraão fizera antes, agora Elias estava na presença do Senhor.” É importante ressaltar que: “Simples pregadores podem ajudar muita gente, sem prejudicar a ninguém; mas os profetas de Deus agitam a todos, ao mesmo tempo que deixam o diabo louco.
O PREGADOR TALVEZ AGRADE AO POVO; UM PROFETA O CONTRARIARÁ! O homem que se mostra descompromissado, inspirado e cheio de Deus, está sujeito a ser taxado de impatriota, por censurar os pecados de sua nação, ou de descaridoso porque sua língua é como espada de dois gumes; ou de desequilibrado porque o peso da opinião da maioria dos pregadores é contrária a ele.
O MERO PREGADOR É ACLAMADO; O PROFETA DE DEUS É PERSEGUIDO... João Batista conseguiu ficar seis meses solto. EM NOSSOS DIAS, NUMA DE NOSSAS CIDADES, NEM ELE NEM ELIAS TERIAM VIVIDO UM MÊS. TERIAM SIDO PRESOS ANTES DISSO, LANÇADOS NUMA PRISÃO OU NUM HOSPITAL DE DOENTES MENTAIS, ACUSADOS DE JULGAREM OS OUTROS, E DE NÃO ABRANDAREM UM POUCO SUA MENSAGEM.Disso eu não tenho dúvidas. Enfim, Elias fez a diferença em sua geração!

1.7- PAULO, fez a diferença em sua geração. Novamente venho citar Leonard Ravenhill, “Pensemos um pouco em Paulo. Após receber uma poderosa unção do Espírito Santo, ele saiu pela Ásia menor para travar ali uma intensa batalha espiritual, causando agitação nos mercados, sinagogas e palácios. E ia a toda parte, tendo no coração e nos lábios o grito de guerra do evangelho. Diz-se que foi Lenine quem disse o seguinte: “Os fatos não podem ser contestados”. Analisando as realizações de Paulo e comparando-as às dos crentes de nossa geração, que fazem tantas concessões ao mundo, temos que concordar com ele. Paulo não era um pregador que apenas falava a toda uma cidade; ele a abalava totalmente. Mas ainda assim tinha tempo para sair batendo às portas das casas, e para orar pelos perdidos que encontrava pelas ruas... Pentecostes SIGNIFICA DOR, mas o que mais experimentamos é prazer; SIGNIFICA PESO, mas nós amamos a comodidade. Pentecostes SIGNIFICA PRISÃO, e, no entanto, a maioria dos crentes faria qualquer coisa, menos ir para a prisão por amor a Cristo. Se revivêssemos a experiência do pentecostes, talvez muitos de nós fossem parar na cadeia. Eu disse “pentecostes”, não “pentecostalismo”. E não estou querendo atirar pedras em ninguém. Imaginemos a experiência do pentecostes se repetindo em uma igreja no próximo domingo. O pastor, como Pedro, é revestido de poder. E, pela sua palavra, Ananias e sua esposa caem mortos ao chão. Será que o crente moderno toleraria isso? E não pára aí. Paulo determina que Elimas fique cego. Em nossos dias, isso implicaria na abertura de processo contra o pregador... Depois de obter a paz com Deus, Paulo declarou guerra a tudo que era contra Deus... 
Vamos olhar Paulo de perto, o seu rosto magro, seu corpo coberto de cicatrizes, a figura encurvada de um homem castigado pela fome, quebrantado pelos jejuns e pelas chicotadas; seu corpo mirrado, brutalmente apedrejado em Listra, passando fome em muitos outros lugares; e sua pele ressequida e rachada depois de trinta e seis horas exposto às intempéries no Mediterrâneo. E acrescentemos a essa lista perigos e mais perigos; multiplicando pela solidão; contemos as cento e noventa e cinco chibatadas, os três naufrágios, os três açoitamentos com varas, um apedrejamento, suas prisões, e as “mortes” que foram tantas que se perdeu a conta. Contudo, se pudéssemos somar tudo isso, teríamos que obter como resultado um zero, pois era assim que ele considerava essas coisas. Ouçamos o que ele diz: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação...”  Isso é que é menosprezar o sofrimento!.. Paulo odiava o mundo e por isso o mundo o odiava. Nós também precisamos dessa mesma disposição de fazer oposição...
...E observemos ainda o testemunho de um membro da força das trevas: “Conheço a Jesus, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” (At 19.15). ESSE É O MAIOR ELOGIO QUE O INFERNO PODE FAZER A ALGUÉM: ASSOCIAR SEU NOME AO DE JESUS.” PAULO PELO SEU TESTEMUNHO ERA CONHECIDO ATÉ NO INFERNO! Que exemplo de servo... diferentemente de hoje onde é difícil distinguir o crente do descrente. 
Me lembrei de um jovem que havia incorporado no Exército. Na igreja, uma irmã chegou para este jovem e disse: Você deve estar passando por uma prova muito grande lá dentro do exército né irmão?! O jovem respondeu: Que nada irmã... eles nem sabem que eu sou crente... 
Fomos chamados para ser sal neste mundo! e não para sermos confundidos com os ímpios...
Por fim, ao finalizar essas palavras sobre quem foi Paulo de Tarso deixo essa frase dita por Leonard Ravenhill da qual jamais esquecerei: “ENQUANTO PAULO VIVEU, O INFERNO NÃO TEVE PAZ.”

1.8- NÓS também, fomos chamados para fazermos a diferença em meio a geração perversa e corrompida em que vivemos, onde devemos resplandecer como astros no mundo – Fp.2.15

Nossa meta deve ser apenas Deus! É sua honra que está sendo conspurcada; é seu bendito Filho quem está sendo ignorado, suas leis que estão sendo transgredidas, seu nome profanado, seu Livro esquecido, e sua casa está se tornando um círculo social.

Devemos ser como as garças, que, apesar de estarem pisando na lama, suas penas permanecem brancas. 
Calçados com os sapatos da preparação do Evangelho da paz, poderemos caminhar neste mundo sem se contaminar com ele (Ef.6.15). 

Fiquem na Paz do Senhor Jesus!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Por que Jesus chamava a si mesmo de O FILHO DO HOMEM?


            A Paz do Senhor Jesus irmãos!
 Jesus referiu-se a si mesmo muitas vezes como o Filho do Homem. Isso parece apontar mais para a sua humanidade do que para a sua deidade. Se ele é realmente o Messias, o Filho de Deus, por que empregou a expressão "Filho do Homem" ao referir-se a si mesmo?
      Em primeiro lugar, mesmo que a expressão "Filho do Homem" seja uma referência à humanidade de Jesus, ela não constitui uma negação de sua divindade. Por tornar-se homem, Jesus não deixou de ser Deus. A natureza humana de Cristo não envolveu a perda da divindade, mas sim o acréscimo da humanidade. Jesus com toda clareza reivindicou ser Deus em muitas ocasiões (Mt 16:16-17; Jo 8:58; 10:30). Mas, além de ser divino, ele foi também humano. Ele tinha duas naturezas coexistentes numa só pessoa.
       Jesus não estava negando a sua divindade quando se referia a si mesmo como o Filho do Homem, pois essa expressão é usada também para descrever a deidade de Cristo. A Bíblia diz que somente Deus pode perdoar pecados (Is 43:25; Mc 2:7), e Jesus, na condição de "Filho do Homem", tem o poder para perdoar pecados (Mc 2:10). De igual modo, Cristo retornará à terra como "Filho do Homem" nas nuvens de glória, para reinar sobre a terra (Mt 26:63-64). Nessa passagem Jesus está citando:
 Daniel 7:13: "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído."
 Agora... olha a semelhança: Mateus 24:30. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória.
  O termo "Filho do Homem" era um título Messiânico. Jesus é o único a quem foi dado domínio, glória e o reino. Quando Jesus usou esse termo em referência a Si mesmo, Ele estava atribuindo a profecia do “Filho do Homem” a Si mesmo. Os judeus daquela época com certeza estariam bem familiarizados com o termo e a quem se referia. Ele estava proclamando ser o Messias. 
  Aqueles que conheciam a verdade do AT sobre o Messias ser o Filho do Homem entenderam as reivindicações implícitas de Jesus quanto à sua divindade. Aqueles que não conheciam essa verdade, também não reconheceriam isso. Jesus com freqüência falava coisas dessa maneira, de modo a testar a sua audiência e separar os crentes dos descrentes (Mt 13:10-17).
              Além disso, quando Jesus foi questionado pelo sumo sacerdote se ele era o "Filho de Deus" (Mt 26:63), ele respondeu afirmativamente, declarando que era o "Filho do Homem", que viria em poder e grande glória (v. 64). Isso nos mostra que o próprio Jesus empregou a expressão "Filho do Homem" para indicar sua divindade como Filho de Deus.
           Finalmente, a expressão "Filho do Homem" enfatiza quem Jesus é em relação à sua natureza humana e à sua obra de salvação. No AT (veja Lv 25:25-26,48-49; Rt 2:20), o resgatador era um parente próximo da pessoa que necessitava da redenção. Da mesma forma Jesus, como nosso Parente e Resgatador, identificou-se com o gênero humano como seu Salvador e Redentor.
               Assim, o Filho do Homem mostrou sua autoridade na terra (Marcos 2:10,28). Depois de sua morte e ressurreição, ele afirmou que tinha recebido toda autoridade (Mateus 28:18; veja Lucas 22:69). Como Daniel o viu descendo nas nuvens, Jesus prometeu vir nas nuvens em julgamento (Marcos 13:26; 14:62; etc.). 
               Algum tempo depois da ascensão de Jesus, Estevão foi privilegiado em ver "o Filho do Homem, em pé à destra de Deus" (Atos 7:56). Vamos obedecer ao Filho do Homem, que tem toda autoridade.

                   Fiquem na Paz do Senhor Jesus!

sábado, 8 de agosto de 2015

Restauração do Altar


            A Paz do Senhor Jesus irmãos!


1.   MOMENTO EM QUE O POVO DE ISRAEL VIVIA:

Acabe foi rei em Israel, quando o reino estava dividido (Judá, ao sul  – sede Jerusalém e Israel, ao norte - a sede era em Samaria) (I Reis 16:29).
Acabe fez o que parecia mal aos olhos do Senhor, mais que todos os reis que foram antes dele (I Reis 16:30) e, ainda pior, casou-se com uma estrangeira, Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios. (I Reis 16-31). A união de Acabe com Jezabel, não foi apenas um simples casamento pois os resultados foram terríveis – uma verdadeira afronta ao Senhor. Acabe, tornou-se servo e adorador de Baal, levantando a ele um altar, construindo, também, outros ídolos, o que muito desagradou ao Senhor (I Reis 16: 31-33).
Elias, cujo nome significa Jeová é Deus, foi profeta nesse período e preocupava-se com as medidas que estavam sendo adotadas por Jezabel para tentar suprimir totalmente o culto ao Senhor em Israel (I Reis 18.4). Elias, como profeta fiel ao Senhor, apontava o pecado, denunciando os prejuízos para o povo de Israel decorrentes dessa união, o que incomodava ao rei Acabe.
Elias havia profetizado um período de seca, conforme a palavra do Senhor. A profecia se cumpriu e vieram três anos de seca, o profeta, por orientação do Senhor, apresentou-se perante o rei para confirmar que a seca veio como conseqüência da apostasia de Israel e que, só o Senhor poderia mandar chuva sobre a terra acabando com a extrema fome do povo (I Reis 18:1-2).
Acabe ao encontrar-se com Elias, o recebe com uma acusação:
— És tu o perturbador de Israel? (I Reis 18:17)
Acabe tenta caracterizar Elias como alguém que perturbava o seu reinado, não reconhecendo que, na verdade, era ele próprio o perturbador de Israel, por ter permitido a introdução da idolatria.
A fidelidade dos servos incomoda aos que tentam deter a Obra de Deus.
Durante o reinado de Acabe o povo de Israel se corrompeu, adotando a idolatria introduzida por Jezabel e seus profetas, ficando dividido entre seguir a Baal ou ao Senhor, Deus de seus pais.

2.   ELIAS CONCLAMA O POVO PARA A UMA DECISÃO

Então Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu - I Reis 18: 21.
A situação do povo era de incertezas. Os pensamentos das pessoas estavam divididos.
Até quando coxeareis...:. O coxo tem um  caminhar inseguro, firmando o passo ora  de um lado, ora de outro – um caminhar deformado.
... entre dois pensamentos:?: Não havia decisão por parte do povo, estavam com as mentes atingidas pela idolatria e insensíveis ao pecado. Se o senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o
Elias queria o povo novamente seguro e definido no caminho. Uma mudança de mentalidade. Porém o povo nada lhe respondeu.. Não houve resposta ao apelo de Elias, haviam se tornado insensíveis.
Elias percebeu que, na situação em que o povo se encontrava, não era mais o momento para continuar argumentando e sim, a hora do povo ver o poder de Deus se manifestando.
Elias propõe ao povo fazer prova do Senhor: Trazendo 2 bezerros, preparando o holocausto e o deus que responder com fogo esse será Deus. – E todo o povo respondeu: É boa esta palavra : I Reis 18:23-24
Só uma prova verdadeira com o Deus vivo, desfaz a confusão da mente. Elias não argumenta, deixa o Senhor agir.

3.   A RESTAURAÇÃO DO ALTAR: I Reis 18:30-39

O altar do Senhor estava em ruínas, mostrava a indiferença e o desprezo pela Obra do Senhor, causada pelos pensamentos coxeantes.
O altar é o lugar da adoração pelo sacrifício, pelo perdão dos pecados. Elias reparou o altar diante do povo demonstrando que, para se chegar a Deus o altar não pode estar destruído. Reparar o altar significa colocar em ordem as orientações básicas do Senhor para o seu povo.
A restauração não foi feita de qualquer jeito mas segundo a orientação do Senhor (v.32), com conhecimento dos fundamentos e promessas feitas ao povo de Deus, cada detalhe da reconstrução era um ato  profético:

v.30 “...chegai-vos a mim...”
O povo estava sendo convidado para ver o milagre, conhecer o Deus vivo. A primeira coisa é entender a necessidade de corpo. Se não houver este entendimento, não há como restaurar a Obra.

v.31 "...tomou doze pedras...”
Fala das 12 tribos, colégio apostólico, fala da experiência da Igreja com a doutrina onde a sua identidade é consolidada, o altar precisa de uma base sólida para ser reconstruído e toda a base da Igreja está em conhecer a doutrina revelada.

v.32 “...fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente.”
A semente é o alimento (Palavra) = o altar estabelecido traz sustento espiritual. O altar precisa ser estabelecido segundo os limites da Palavra. Jesus revelado no todo, no Velho e no Novo Testamentos.

v.33 “...armou a lenha, e dividiu o bezerro em pedaços, e o pôs sobre a lenha.”
A lenha – o homem diante do altar para ser queimado - se anular. Quanto mais a sua vida estiver no altar, a razão, a carne consumidos pelo fogo, mais identificado estará com o projeto de salvação (sacrifício de Jesus).
Bezerro em pedaços – fala da morte e do sacrifício de Jesus. Todo o seu sofrimento na cruz do calvário. “...sem derramamento de sangue, não há remissão do pecado...”
“...e o pôs sobre a lenha.”

Pergunta: Deus respondeu a oração de Elias porquê ele era muito bom???, porque era um grande profeta??? e isso e aquilo??? Resposta: ABSOLUTAMENTE NÃO!!!
Deus respondeu porque ao olhar para o altar ele viu O SANGUE!!! Tinha que ter o SANGUE para lembrar ao pai do sacrifício do seu filho. Vemos a importância do sangue em toda a Bíblia. Por ex.:
- Na páscoa (Gn 12:7): O SANGUE TINHA QUE ESTAR  NAS OMBREIRAS E NA VERGA DA PORTA;
- Para haver a remissão dos pecados (Lv 4 e 5) O SANGUE DO CORDEIRO TINHA QUE SER DERRAMADO SOBRE O ALTAR;
- Para o Sumo Sacerdote ter acesso ao Santo dos santos tinha que haver SANGUE SOBRE O PROPICIATÓRIO; Etc...
A visão de Deus é de cima para baixo. E o que Deus vê? O sacrifício, o sangue.
O FOGO SÓ VAI DESCER SE ELE ESTIVER VENDO O SACRIFÍCIO DE JESUS! SÓ A ELE TODA A HONRA E TODA GLÓRIA!!! E NUNCA aos homens...

v.34 “...enchei de água quatro cântaros e derramai sobre o holocausto e sobre a lenha...”
O derramar da água primeiro sobre o holocausto nos mostra que o sacrifício de Jesus nos traria a purificação pela ação de Sua palavra e esta mesma operação ocorreria posteriormente sobre a Igreja (a lenha), operação confirmada pela trindade (três vezes).

v.36 “...oferecendo-se a oferta de manjares...”
Porque a vida no altar precisa ser um ato de adoração e de glorificação ao Senhor.
A oração de Elias: o segredo da simples oração de Elias, comparada ao esforço dos profetas de Baal (retalharam-se com facas até ao meio-dia), estava na RESTAURAÇÃO DO ALTAR.
Fogo - o fogo caindo como sinal do Deus, capaz de mudar a mentalidade existente até então, levando o povo a uma nova mentalidade acerca de servir verdadeiramente ao Deus vivo.
Como tem sido o nosso caminhar?
Como está a nossa mente?
Como se encontra o nosso altar?

4.   CONCLUSÃO

Restaurar o altar é acertar a nossa vida com Deus. O momento é de colocar em prática as doutrinas básicas da obra do Senhor: É o Espírito Santo quem nos convoca nesta hora! Estamos vivendo no Corpo, em comunhão com as orientações do Senhor para com a sua Obra?
O verdadeiro Deus respondeu com fogo do céu!
I Reis 18:39 – “Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto e a lenha e as pedras e o pó e ainda lambeu a água que estava no rego.”
O fogo veio do alto, uma operação do Espírito Santo, que faz queimar o pecado, a incredulidade. 
           Quer o fogo do céu em sua vida? RESTAURE O ALTAR!!!
           

             Fiquem na Paz do Senhor Jesus!

domingo, 2 de agosto de 2015

Casado com o trabalho



''Mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa. (I Co 7:33)."
          Umas das coisas vitais para a saúde das nossas famílias é o equilíbrio. A não ser aprendamos a administrar nosso tempo e nosso coração de tal maneira que as áreas mais importantes da vida estejam bem supridas, corremos o risco de ver desmoronar nossos casamentos e as demais relações familiares.
A opção abençoada de casar-nos impõe a necessidade de dividir-nos de maneira equilibrada. O apóstolo Paulo, ministrando sobre isso, diz que “o solteiro, cuida das coisas do Senhor, em como  agradar ao Senhor, mas o que se casou, cuida das coisas do mundo, em como agradar a esposa, e assim está dividido...” (I Co 7:32,33). O propósito destas palavras não é desestimular o casamento, mas alertar para a necessidade de que o casado se concentre em considerar seu cônjuge.
Esse cuidado sempre foi relevante, mas me parece que em nossos dias se tornou muito mais. Vivemos na geração do ativismo, da competição, da ganância. Homens e mulheres são induzidos a uma luta desenfreada pela prosperidade e trabalham sem limites, deixando uma lacuna aberta na vida conjugal e na relação com os filhos.
A verdade é que muitos vivem hoje casados com o trabalho, dedicados quase que de forma exclusiva às suas carreiras profissionais. E o pior é que, na maioria dos casos vêem nessa dedicação extrema uma virtude e uma forma de cuidado com suas famílias, quando se passa justamente o contrário.
Há muitos casamentos que estão sucumbindo devido à ausência do homem ou da mulher (já que, cada vez mais, as mulheres assumem o papel de mantenedoras financeiras de seus lares). Muitos adultérios estão sendo cevados pela distância de um cônjuge que só tem tempo e atenção para o trabalho.
Costumamos olhar para o caso entre Davi e Bateseba, culpando apenas os dois por tamanha insanidade. A Urias, marido dessa que se tornou adúltera, sempre colocamos como homem honrado e fiel, que como um valente estava cumprindo o seu papel de bom soldado na guerra. E quando, já com o processo de infidelidade à  galope, tendo sido dispensado do campo de batalha para estar com sua esposa, lemos que esse homem se recusou, dizendo-se incapaz de deixar seus soldados no front para desfrutar da intimidade conjugal, vibramos e o colocamos como herói da fé e modelo de dedicação. Mas, cabe aqui alguns questionamentos que normalmente não têm sido feitos: esta atitude de Urias não revela um homem de prioridades invertidas, casado com seu trabalho, amante de sua carreira militar? A vulnerabilidade de Bateseba não poderia, em parte, se explicar pela postura de um marido que se preocupa com o desamparo de seus soldados, mas que não tem sensibilidade às carências afetivas e sexuais de sua mulher?
A Bíblia e a História demonstram que muitos adultérios (talvez a maior parte deles) se desenham no vácuo da ausência de um cônjuge que, como Urias, está dedicado a uma causa nobre. Muitos garotos estão sendo empurrados para o homossexualismo pela distância de pais que trabalham como loucos para lhes dar conforto e estabilidade. Uma multidão de meninas está sendo adotada por vadios, marginais e traficantes, pelo simples fato de que seus pais são muito laboriosos, responsáveis e não têm tempo para dar-lhes atenção.
Há um espaço sagrado que não pode ser invadido por nada em nossas vidas: nossa comunhão familiar. Nem mesmo o ministério ou a “obra de Deus” pode roubar a prioridade dos nossos casamentos e da criação de nossos filhos. A Palavra nos ensina que, até para jejuar, devemos considerar a necessidade dos nossos cônjuges e fazê-lo apenas de comum acordo, “para que ninguém seja tentado pela incontinência” (conf. I Co 7:5). Mais ainda, o que lemos na Bíblia é que “aquele que não cuida dos seus e especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um incrédulo” (I Tm 5:8). 
Não podemos repetir a história de Ló, que para defender anjos, expôs ao mundanismo suas filhas, para depois colher delas perversão. Na mente desse crente, anjos eram mais sagrados do que filhos, assim como na de Urias, soldados eram mais importantes e dignos de fidelidade do que de sua esposa. Não é de se admirar que os frutos colhidos por esses homens tenham sido tão amargos...
Como fechar estas portas de desmantelamento familiar? Vamos deixar de trabalhar? Vamos abandonar o ministério e deixar a obra de Deus às moscas? Não. O que precisamos é de equilíbrio. Se criarmos e defendermos espaços de tempo para nos relacionarmos em casa, com qualidade; se guardarmos em família o dia de descanso semanal para desfrutar juntos de comunhão e busca ao Senhor; se estivermos predispostos a ouvir o coração de nossos cônjuges e filhos com mais acuidade do que ouvimos os indicadores financeiros ou a voz dos nossos chefes e patrões; se entendermos que namorar nossos cônjuges, passear juntos num shopping, rir assistindo uma comédia e ou simplesmente assentar ao redor da mesa para comer com os de casa é tão ou mais sagrado do que fazer uma visita, abrir uma célula ou participar de uma reunião; se assumirmos que nosso toque, nossa declaração de amor e nossa presença é mais vital do que o dinheiro que nosso suor possa trazer, nossas casas serão inabaláveis.
                                                                                          (Pr Danilo Figueira)

sábado, 1 de agosto de 2015

Curiosidade: A Porta Dourada


A paz do Senhor Jesus a todos!
A tempos atrás tive a curiosidade de saber mais sobre a Porta Dourada. E como quem procura acha, achei um estudo interessantíssimo a respeito deste tema, que gostaria de compartilhar com vocês. Extraí este estudo do site Ensinando de Sião, que é administrado por Judeus Messiânicos e também do blog: evangelismo.blog.br. Espero que gostem! Vamos ao que interessa...
Quem não visitou Jerusalém e não viu a “Porta dourada” cravada na muralha que rodeia a cidade velha? A melhor visão das portas gêmeas se tem quando estamos no Jardim Getsêmani, no Monte das Oliveiras, olhando para o Monte do Templo. Lá está a Porta Oriental ou também chamada na Bíblia de Porta do Vale.
O termo “dourado” é devido ao vão da porta ter sido fechado com o mesmo tipo de pedra da muralha, que por sua coloração amarelada, reflete com intensidade os raios do sol nascente, uma vez que ela se localiza no lado oriental, ou seja, frente ao leste.
De acordo com a Bíblia, Yeshua, atravessará o Vale do Cedron e entrará no Monte do Templo através desta Porta Oriental como Ele fez há dois mil anos atrás. Esta porta conduzia naquela época direto ao pátio do Santuário e, posteriormente, ao Santíssimo lugar, o conhecido “Santos dos Santos”, onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano. O profeta Ezequiel proclamou que o Messias prometido entraria pela Porta Oriental, acessando o Templo (terceiro) que em breve será reconstruído (Ez 43:1-5).O Profeta havia dito também que a Porta Oriental seria selada (fechada) no futuro, preservando-a para a gloriosa e triunfal entrada do Messias (Ez 44:1-2).
Mas, no tempo que Jerusalém era dominada pelos árabes, na época do Rei Saladino,  um estudioso muçulmano foi ciente desta profecia bíblica quanto à vinda do Messias judeu à Jerusalém, de onde Ele reinaria sobre as nações. No sentido de evitar este cumprimento profético, Saladino mandou então que esta porta fosse selada. Ironicamente, selando ele esta porta, mal sabia que estaria naquele momento, facilitando na íntegra o cumprimento desta profecia, pois o Messias Yeshua retornará pelo mesmo lugar onde passou outrora, pela Porta Dourada.
Tempos mais tarde, outros muçulmanos fizeram um cemitério em frente à Porta Oriental, pois eles sabem da “mitzvot” (mandamento judaico) que um sacerdote não pode passar por cima de um lugar onde esteja enterrado algum morto, pois de acordo com a Tora ( Num 19:16) tal atitude tornaria o sacerdote impuro. E o Messias, sumo sacerdote judeu, não atreveria descumprir esta lei. E agora ?
Mas, muito curioso é que, a Bíblia nos revela também que uma fenda se abrirá no Vale de Cedron entre os Montes do Templo e da Oliveira, quando o Messias por ali regressar ( Zc 14:4). Seria esta fenda a maneira gloriosa de remover estes túmulos muçulmanos e abrir definitivamente a Porta Dourada? Veremos! Sabemos que por duas vezes tentaram abrir esta porta, mas não conseguiram. Como profetizado, as portas permanecerão fechadas até o dia no qual o Messias passará por ela e adentrar ao Templo de onde reinará com seus vencedores.
“Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale; metade do monte será removido para o norte, e a outra metade para o sul.” (Zacarias 14:4)
Provavelmente por esse mesmo vale (Ezequiel 47:1-3 e Zacarias 14:8), passarão também as águas correntes provenientes da soleira do Templo, e que terão a capacidade de sarar, curar e até ressuscitar qualquer ser que estiver em seu caminho. Essas águas percorrerão um caminho até onde hoje está o mar Morto e quando aquelas águas celestiais chegarem a esse destino, as águas do mar Morto sararão, isto é, tornar-se-ão apropriadas para a fauna aquática:
“Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.” (Ezequiel 47:8-9)
Atualmente nenhum peixe consegue sobreviver no mar Morto, pois o teor de sal é dez vezes maior do que o da água do mar, que já é salina. Por causa do excesso de sal, as pessoas que se banham no mar Morto não conseguem afundar na água. Quando a profecia se cumprir, haverá vida em abundância em toda aquela região. Aquelas águas que sararão o mar Morto, com todas essas qualidades, terão virtudes semelhantes às da água da vida, mencionada em Apocalipse 22:1.
Por causa dessa profecia, os judeus têm um grande desejo de serem enterrados naquele local, em volta do Monte das Oliveiras, por onde passarão as águas que sairão do Templo de Deus.
Em breve, o mundo experimentará os piores momentos de sua existência, nas mãos do falso messias, que irá sentar no Templo de Deus, querendo parecer Deus (2 Tessalonicenses 2:4).
O messias falso entrará no Templo de Deus e enganará a muitos, mas este não virá pela porta do caminho do oriente (a Porta Dourada), porque ainda estará fechada, aguardando o verdadeiro Messias por ela passar.
         Jesus em breve vem e todo aquele que se arrepender por todos os pecados agora, confessando-o diante dos homens, terá a oportunidade de reinar com o Senhor.
         A paz do Senhor Jesus!