quinta-feira, 7 de setembro de 2017

JOÃO BATISTA, o VERDADEIRO sumo sacerdote da época de Jesus?


Inicialmente gostaria de esclarecer a todos que o ponto central para a compreensão deste estudo é O DIA DA EXPIAÇÃO (Levíticos 1) que diz o seguinte:

1 Chamou o SENHOR a Moisés e, da tenda da congregação, lhe disse:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo.
3 Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR.
4 E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.
5 Depois, imolará o novilho perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o aspergirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.

Interessante notar que, da mesma forma que em Levíticos (velho testamento), o novo testamento começa com Deus no Deserto!

Você pode estar perguntando: Como assim? Resposta: O próprio Isaías disse isso no Capítulo 40, verso 3, do seu livro: VOZ DO QUE... Clama no Deserto! Ou seja, João Batista era a Voz daquele que estava clamando no Deserto. E quem estava clamando no deserto? DEUS!

E, para reforçar esta afirmação, Lucas nos mostra isso quando diz:

“ sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, VEIO NO DESERTO A PALAVRA DE DEUS a João, filho de Zacarias...  (Lc 3:2)

Gostaria de fazer uma breve pausa para duas observações:

1ª- É uma contradição de termos se ter dois sumos sacerdotes (Anás e Caifás). Isso não existe! A palavra SUMO refere-se a SUPREMO e supremo é um só, uma só pessoa, jamais dois, isso é incoerente com a própria palavra gramaticalmente falando [SIM ou NÃO ?].

2ª- LUCAS ESTA DENUNCIANDO ISTO! Anás foi, a princípio, o primeiro sumo sacerdote dessa época onde havia intervenção romana. Anás era um populista corrupto e negociou com os Romanos a ordenação dos seus filhos e de seu genro para o sumo sacerdócio, pois nesta época os Romanos decidiram que ELES iriam ordenar, ELES iriam indicar os sumos sacerdotes. Ou seja... o Sumo sacerdócio na época de Jesus não era mais VITALÍCIO (Nm 35:25) e NÃO RESPEITAVA MAIS A LINHAGEM DE ARÃO, simplesmente era por indicação.

Diante do exposto, podemos chegar tranquilamente à seguinte conclusão: Quando os romanos entraram no templo (ou seja, quando começaram a nomear os sumos sacerdotes independentemente de serem da tribo de Levi), DEUS FOI PARA O DESERTO!

RESUMINDO: DEUS ESTAVA NO DESERTO E LEVOU O (SUMO) SACERDOTE DELE PARA O DESERTO!

Desta feita... vamos conhecer João Batista?

João Batista era um servo de Deus especial. João era um descendente de Arão, o primeiro sumo sacerdote.

Lucas 1:5 - Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel.

Lembrando que não bastava ao sumo sacerdote ser da Tribo de Levi, mas também tinha que ser da família de Arão. E, na época, quem era da família de Arão era João Batista, que era filho do sacerdote Zacarias e também de  Isabel, descendente de Arão.

Jesus ainda afirma que (preste bem atenção agora...) João Batista foi mais que um profeta... (hum... interessantíssimo este detalhe...)

Mateus 11:8-10 - Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.
Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e ...muito mais do que profeta;
Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho.

Deus escolheu João, um descendente de Arão, por que Ele queria um representante da humanidade para cumprir toda justiça.

O QUE QUER DIZER QUE, SE AS REGRAS DO LIVRO DE LEVÍTICOS FOSSEM MANTIDAS, JOÃO BATISTA SERIA O SUMO SACERDOTE NOS TEMPOS DE JESUS!

Pergunta: Então, por que João vivia no deserto sozinho e vestido com pele de camelo?

Foi para assumir o sumo-sacerdócio "espiritual" e não se contaminar com a corrupção regente no sacerdócio por Anás e Caifás. 

E, como representante da humanidade, João Batista não poderia viver entre as pessoas na cidade, pois essas já estavam corrompidas pelos “sumos sacerdotes” Anás e Caifás. 

E o SENHOR JESUS mais uma vez testemunhou sobre isso.

Veja Como o Senhor Jesus é específico ao falar sobre os nascidos de mulher, referência a sua mãe Isabel, descendente direta de Arão em sua linhagem.

Lucas 7:28 - E eu vos digo
: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João;

Jesus assim falou porque só ele, João Batista, teve o privilégio de, ao batizá-lo, transferir impondo-lhe as mãos - como era atribuído ao Sumo Sacerdote (no início com Arão sobre o bode expiatório) - os pecados de toda a humanidade, para o Cordeiro (Jesus) preparado por DEUS Pai
e a mais nenhum outro nascido de mulher.

João Batista tinha o direito de passar os pecados do mundo para Jesus, através do batismo, de uma vez por todas, como o sumo sacerdote terreno, segundo o eterno estatuto de Deus. João Batista foi o último Sumo Sacerdote. 

Quando eu digo que João Batista foi o Sumo Sacerdote, algumas pessoas dizem: “Onde está escrito na Bíblia que João Batista era o Sumo Sacerdote?” "Isto não está escrito?" Ora... o homem que foi gerado por Zacarias (da divisão do sacerdote Abias, um neto de Arão, o Sumo Sacerdote, e que era claramente um descendente de família de Arão) foi João Batista!

A Bíblia fala sobre as divisões dos sacerdotes, que foram os descendentes de Arão, em 1 Crônicas 24:10. Nos últimos dias de Davi, haviam muitos sacerdotes e eles precisavam ser organizados. Então, eles foram organizados em grupos de 24 divisões segundo os 24 netos da família de Arão. O oitavo grupo era o de Abias. Cada divisão servia no santuário e na casa do Senhor por 15 dias. E Zacarias, da divisão do sacerdote Abias, foi escolhido por Deus como um sacerdote de serviço da sua divisão.

Lucas 1:9 afirma: “Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso.” Isto nos mostra (como dito anteriormente) que João Batista foi nascido na família de Arão, o Sumo Sacerdote, e era o último Sumo Sacerdote que representaria toda a humanidade (Mateus 11:11, 3:13-17). Apenas um homem nascido na família do Sumo Sacerdote poderia se tornar um Sumo Sacerdote segundo a lei. APENAS FILHOS DE LEÕES PODEM SER LEÕEZINHOS!

João Batista passou os pecados do mundo para Jesus como o último Sumo Sacerdote do Antigo Testamento.

Seu pai profetizou que tipo de profeta e sacerdote João iria se tornar!

Vamos ver o que ele profetizou para o seu filho: “Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz” (Lucas 1:76-79).

Lucas 1:76 indica que ele é João Batista. Nós viemos a conhecer a Jesus e a crer Nele porque João Batista testificou que Jesus Cristo salvou os pecadores de seus pecados recebendo o batismo para levar todos os pecados, que foi realizado da forma mais justa e correta.

E como o sumo sacerdote não podia se vestir como os homens comuns (mas também ele não podia vestir as vestes sacerdotais), ele usava pele de camelo. Também como o sumo sacerdote não podia comer a comida dos homens comuns (mas também não podia comer os pães da proposição, nem a carne dos sacrifícios) ele foi comer mel silvestre e gafanhoto. ERA O PROTESTO DE DEUS CONTRA O QUE ELES ESTAVAM FAZENDO NA SUA CASA!

Pergunta interessante:

Quem em todo o planeta tinha autoridade para sacrificar o Cordeiro de DEUS (Jesus)? Estou me referindo aqui ao sacrifício ANUAL...

Resposta:
Baseado no livro de Levíticos, só o sumo sacerdote de Israel podia entrar nos Santos dos Santos, só o sumo sacerdote poderia sacrificar o Cordeiro e apresentar seu Sangue na presença do Altíssimo, nenhum outro homem em toda a face da terra tinha autoridade para entrar na presença do Altíssimo.

Quando Jesus veio a este mundo e foi batizado por João Batista, o evangelho do reino do céu começou.

O batismo de Jesus, feito por João Batista, descrito no Evangelho de Mateus 3:15, foi exatamente como o sacrifício da expiação descrito em Levítico 1:1-4, 4:27-29. Vejamos:

No dia da Expiação os pecados anuais de toda Israel também eram passados para um bode pelo sumo sacerdote, que ocorria no décimo dia do sétimo mês todos os anos. (Levítico 16:29-30).

Da mesma forma, os pecados da humanidade tinham que ser passados para Jesus ATRAVÉS DO SEU BATISMO de uma vez por todas, para que eles pudessem ser destruídos por Ele.

O batismo de Jesus foi o cumprimento de um rito judaico com a imposição de mãos sobre o cordeiro. João (sumo sacerdote) anunciou Jesus, ou seja, anunciou o cordeiro sem mancha (Jesus) para o sacrifício e impôs as mãos sobre ele.

Você pode perguntar: Mas a bíblia não fala que João impôs as mãos sobre Jesus! Porém eu agora te pergunto: O seu Pastor faz o quê quando vai batizar alguém? Impõe as mãos sobre a pessoa que irá ser batizada, correto?! Ou seja, um dos elementos do batismo é a imposição de mãos. Temos que entender que o ponto chave para entendermos este estudo é O DIA DA EXPIAÇÃO no Velho Testamento... Jesus veio cumprir o “ritual” que era realizado lá no Velho Testamento... Pois todo aquele “ritual” era uma figura do que aconteceria no seu batismo e no Calvário.

O ato de Jesus receber o batismo de João Batista foi para receber todos os pecados do mundo. Era a eterna lei da salvação de Deus, que o sacerdote colocaria suas mãos na cabeça da oferta pelo pecado para transferir os pecados de Israel no décimo dia do sétimo mês.

Levítico 16:21-22 afirma, Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.” Quando Arão, o sumo sacerdote, colocou suas mãos na cabeça do bode vivo, o bode levou todos os pecados de Israel e foi imolado pelo povo.

Quais os elementos indispensáveis para um sacrifício de expiação?

Os três elementos para o sacrifício legítimo – um animal vivo, a imposição de mãos do Sumo sacerdote e o seu sangue.

- 1º elemento: Jesus era o ANIMAL VIVO, ou seja, o cordeiro (João Batista afirmou isso quando ele apontando para Jesus disse: EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO!);

- 2º elemento: João Batista, o profeta de linhagem sacerdotal, que batizou Jesus (imposição das mãos); e por fim

- 3º elemento: Jesus derramou seu sangue na cruz.

Nesse ato cerimonial havia uma transferência dos pecados de todo povo para aquele animal que era expulso de dentro da comunidade. Assim ministrava o sumo-sacerdócio do Antigo Testamento.

E, como sendo o Sumo-sacerdote na época do Novo Testamento, ele (João Batista)
transferiu (importante mais uma vez reforçar que a imposição das mãos no Dia da Expiação significava TRANSFERÊNCIA) para Jesus o pecado de toda a humanidade.

João Batista veio como profeta que anunciaria quem seria o Messias, mas também veio como sumo sacerdote para indicar qual era o Cordeiro Pascal que nos livraria dos nossos pecados, pois somente o Sumo Sacerdote tinha autoridade de dizer qual era o Cordeiro que deveria ser imolado por toda a nação.

JESUS testemunhou sobre João Batista, dizendo:

Mateus 11:13 - “Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir” 

Por isso João Batista (que batizou Jesus) era descendente do sumo-sacerdote Arão e o último sacerdote. “Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João"

Foi DEUS quem preparou esse sacerdócio para João Batista, desde o seu nascimento e por todo o seu ministério.


Após a exposição deste estudo pergunto: BÍBLICAMENTE, QUEM ERA O VERDADEIRO SUMO SACERDOTE DA ÉPOCA DE JESUS?

A paz do Senhor Jesus a todos!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

MARCOS, DO FRACASSO À FIDELIDADE


Texto básico:  Atos 15.36-39

João Marcos era parente de Barnabé e filho de Maria, em cuja casa a igreja primitiva se reunia em Jerusalém. Talvez Maria fosse uma mulher relativa­mente rica, pois tinha pelo menos uma empregada, Rode.

João era seu nome hebraico e Marcos seu nome romano. Importante observar que o seu nome romano se fez necessário em razão de o Império Romano estar presente em todas as regiões por onde viaja, na companhia dos apóstolos. Provavelmente ficou conhecido como Marcos após sua conversão ao cristianismo (guarde bem essa afirmação que será compreendida mais na frente). Seu desejo era espalhar o evangelho entre os gentios.

É interessante estudar a vida desse homem que aparentemente fracassou na obra do Senhor, mas com a graça de Deus conseguiu superar suas falhas.


O JOVEM QUE FUGIU DESNUDO (MC 14.51-52)


A maioria dos estudiosos do Novo Testamento acredita que Marcos é esse jovem que “fugiu desnudo” (Mc 14.52), por dois motivos:

- Primeiro, somente ele registra esse episódio; e
- Segundo, é provável que Marcos estivesse dormindo quando soube do que acontecia com Jesus no jardim. Só teve tempo de se cobrir com a capa e partir para o Getsêmani.

Com isso, João Marcos poderia estar dizendo que não era mais corajoso que o resto, mas pelo menos viu tudo acontecer” (Marcos, introdução e comentário, Dewey Mulholland, Edições Vida Nova, p.219).

É impressionante que João Marcos, mesmo mal vestido, seguia a Jesus, no caminho da cruz; quem sabe olhando de longe, mas o seguia. Mesmo sem preparo ou mal vestido, disfarçado, ele procurou seguir a Jesus. Mostrando dessa forma o seu amor pelo seu Mestre, que no momento estava enfrentando uma das horas mais difíceis e decisivas do Seu ministério, a chamada hora do Filho glorificar o Pai.


PARALELO DO NOME DE SAULO/PAULO COM O DE JOÃO/MARCOS


O apóstolo Paulo, antes de conhecer o Senhor Jesus no caminho de Damasco, era conhecido pelo seu nome judeu: Saulo (At 8 e 9), porém, apartir de At 13:9 Saulo passou a usar o seu nome gentílico: Paulo, e assim ficou conhecido dali em diante.

Facilmente podemos notar que até Marcos ter a sua vida transformada e se definir pelo evangelho o livro de Atos dos Apóstolos o chama ora pelo nome de João Marcos ora pelo nome de João, e jamais pelo nome gentílico de Marcos, vejamos:

- At 12:12 – “E, considerando ele isso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, ...”

- At 12:25 – “..., levando também consigo a João, que tinha por sobrenome Marcos.

Obs.: Olha agora! quando eles vão para Chipre pregar para os gentis, João abandona o seu nome gentílico de Marcos, ao mesmo tempo em que Saulo adota, dali em diante, o seu nome gentílico de Paulo:

- At 13:5 – “E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.”

Ou seja, ignorou o sobrenome gentílico de Marcos e, logo em seguida, abandonou Paulo e Barnabé.

- At 13:13 – “E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.”

Diante do exposto, podemos chegar a seguinte conclusão: Marcos,  provavelmente, ainda não aceitava a pregação do evangelho para o povo gentílico. Provavelmente para Marcos o evangelho era de posse exclusiva dos judeus.

Prova disso é que quando João Marcos finalmente se definiu o livro de Atos - dalí em diante - passou a chama-lo de MARCOS. Vejamos:

- At 15:37 – “E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.

Olhe agora a mudança...

- At 15:39 – “ E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a MARCOS, navegou para Chipe.”

OOOHHH GLÓRIA!!!! AGORA SIM SE DEFINIU COMO COOPERADOR!


SEU FRACASSO COMO MISSIONÁRIO (AT 12.25 – 13.13). SUA SEGUNDA CHANCE (AT 15.36-39; 2TM 4.11). RECOMEÇANDO DE ONDE PAROU...


Rejeitado por Paulo para a segunda viagem missionária, ele e Barnabé partiram para Chipre (At 15.38-40).

Ignoramos o que aconteceu realmente com Marcos em relação ao seu fracasso como missionário. Além do motivo exposto acima de que ele provavelmente não aceitava que o evangelho fosse levado para os gentís, podemos inferir que talvez fosse também por falta de experiência com Deus, ou de conversão; falta de convicção do seu chamado, ou saudades de casa, ou medo das dificuldades. Mas não devemos julgar! “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1).

Por ser bem jovem, o mais provável é que sua hora não havia chegado. O que aconteceu com Marcos tem se tornado um fenômeno que se repete, hoje, em nossas igrejas: pessoas querendo servir o Mestre, mas seguindo-O bem de longe, sem determinação e convicção verdadeira, e alguns até sem experiência de conversão. Ser um seguidor de Jesus é algo além do desejo de ser missionário ou acompanhante de uma caravana.

Tanto Marcos como qualquer um de nós que almejamos sermos usados na realização da obra de Deus, antes de tudo precisamos ser crentes firmes, e ter estrutura (física, psicológica, espiritual) para pagar o preço do ofício (Mc 8.34).

1 - MARCOS E BARNABÉ

Voltando um pouquinho no tempo, onde mesmo que Marcos havia abandonado Paulo e Barnabé????

- At 13:4 – “E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.”

Outra pergunta: E de onde foi o recomeço de Marcos???

- At 15:39 – “ E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipe.”

Graças a Deus, Barnabé deu uma segunda chance a João Marcos. Paulo e Barnabé estavam prontos a iniciar sua segunda viagem missionária, e Barnabé quis levar consigo o jovem que tinha fracassado na primeira viagem, porque podia enxergar o grande potencial na vida dele. Mas Paulo não tinha a mesma convicção.

O resultado foi que Paulo e Barnabé se separaram por causa de João Marcos (crente ainda indefinido).

Barnabé, “filho da exortação”, levou-o na sua viagem missionária a Chipre (v.39), dando-lhe a segunda chance. Não ouvimos mais nada negativo sobre a atuação de Marcos. Parece que Barnabé fez um bom trabalho ao discípulá-lo.

O preço de acompanhar o Mestre de longe e talvez a falta de quem o apoiasse, no início de sua carreira, fez de Marcos um crente volúvel.

Contudo o nosso Deus é fiel, ainda que sejamos infiéis. Deus nos leva de volta ao lugar dos nossos fracassos e nos ordena a começar tudo outra vez. Ele pode transformar a nossa falta de êxito em sucesso, porque é Ele quem nos dá o ministério (Jo 15.16). Foi assim com Moisés na volta ao Egito, e com Jacó na sua luta com Deus.

2 - MARCOS E PAULO

A recusa de Paulo de levar Marcos na Segunda Viagem Missionária pode­ria ter causado um distanciamento per­manente entre os dois, mas felizmente isto não aconteceu. Durante os últimos anos da vida de Paulo, Marcos, aquele que foi rejeitado pelo apóstolo, lhe fez companhia, permanecendo ao seu lado nas horas mais difíceis, vejamos:

a. Na carta aos Colossenses, Paulo escreveu que Marcos, sobrinho de Barnabé, estava com ele em Roma e possivelmente visitaria a igreja em Colossos (Cl 4.10).

Paulo disse que Aristarco, Marcos e Je­sus, conhecido por Justo, “são os únicos da circuncisão que cooperam pessoalmente comigo pelo reino de Deus” (Cl 4.11). Eles tinham animado Paulo na prisão.

b. Quando Paulo escreveu para Fi­lemom, colocou Marcos na lista dos seus cooperadores (Fm 24).

c. Paulo, escrevendo para Timóteo sua última carta antes de morrer, pediu que trouxesse Marcos, “pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). Que mudança!

Marcos passou a ser uma bênção na obra do Senhor.
Dessa forma, entendemos que Marcos valorizou a segunda chan­ce recebida, e que o seu ministé­rio foi importante no começo da igreja.


AUTOR DO SEGUNDO EVANGELHO


Marcos contribuiu muito para o crescimento da igreja no pri­meiro século, embora não tenha se destacado na liderança como Paulo, Pedro ou Tiago. Ele impactou a igreja e, mais tarde, o mundo inteiro com seu evangelho – o primeiro dos quatro que foram escritos. Quem podia imaginar que aquele rapaz seria o autor do pri­meiro relato da vida, morte e ressurrei­ção de Cristo?

Após passar um período de sua vida com Paulo, Marcos passa a trabalhar com Pedro durante um tempo considerável do seu ministério, gozando da sua íntima amizade, e auxiliando-o como seu intérprete ou secretário. Pedro também aprende a amá-lo, a ponto de chamar Marcos de filho - 1Pe 5:13.

Neste período começou a escrever seu Evangelho. Estando na companhia de Pedro,  no ano 56,  com base nas informações obtidas com ele, escreve seu livro que vai ser a base para os outros evangelistas também escreverem posteriormente.

Apesar de ser o menor texto em comparação com os demais, o evange­lho de Jesus escrito por Marcos segue narrativa rápida, dinâmica e progressi­va. Parece que as informações nele con­tidas fluem com maior rapidez, mas sem perder a essência, nem detalhes impor­tantes e até diferentes dos demais.

Esse evangelho, de acordo com a tradição e vários comentaristas, foi direcionado ao povo romano e apresenta Cristo como O Servo do Senhor, enviado para realizar uma obra específica de Deus (cf. Is 24.41; 16.1-4). Marcos mostra como Cristo cumpriu as profecias a Seu respeito contidas no Antigo Testa­mento (Is 42.1-5; 49.1-7; 50.4-11, etc.). Ainda que Cristo seja apresentado em Marcos com o caráter de servo, o relato dos milagres realizados aponta para Seu poder como Filho de Deus.

Com certeza, Pedro e Marcos tinham um relacionamento espiritual muito achegado. Isso fica claro quando lemos o Evangelho de Marcos. O que ele escreveu reflete o que Pedro viu pessoalmente. Por exemplo, compare os relatos de uma tempestade no mar da Galiléia. Marcos acrescenta detalhes a respeito de onde no barco Jesus estava dormindo e em cima do que ele estava dormindo, coisas que um pescador como Pedro notaria. Por que não verificamos isso lendo e comparando juntos os relatos bíblicos de Mateus 8,24; Marcos 4,37-38; e Lucas 8,23?


CONCLUSÃO


Depois do que aprendemos da vida de Marcos, cabe a cada um de nós fazer uma reflexão muito séria sobre nossa atitude em relação às pessoas que aparen­temente fracassaram na obra do Senhor. Estamos dispostos a dar uma segunda chance a elas? E quando nós falhamos, estamos dispostos a dar a volta por cima e nos firmar no Senhor, no serviço do Mestre?

E com você, como foi o seu chamado? Você tem seguido o Mestre de longe ou de perto? O desafio que Deus tem lhe colocado é difícil? Como você tem participado dos ministérios de sua igreja? Que tal dar a volta por cima, para que o evangelho cresça, Deus seja glorificado e Sua igreja edificada?

Você tem duas opções na vida: ou continua no erro ou deixa de errar e amadurece. Ou você entra pra história como um “ jovem nu correndo nas ruas de Jerusalém e desertor, ou entra pra história como Um agente de milagre no ministério de três grandes pregadores e ensinadores; Jesus, Paulo e Pedro!

Aos que fraquejaram e aos que estão desanimados, É HORA DE DAR A VOLTA POR CIMA.

Fiquem na paz do Senhor Jesus!


Fontes: Fontes diversas da Internet, Pr. Nahur M. dos Santos, Pr.Israel Gonçalves e Mensagem do Pr Marcus Garcia.